1. CULTURA POLONESA
2. IMIGRAÇÃO POLONESA PARA O BRASIL
3. IMIGRAÇÃO POLONESA PARA O RGS
4. IMIGRAÇAO POLONESA PARA PORTO ALEGRE
5. EVENTOS
6. FUNDAPOL
7. BRASPOL
8. LINKS
1. Cultura Polonesa
Caracterizada como variada, atraente e alegre, a cultura polonesa é muito
mais do que folclore. Em verdade, a moderna cultura polonesa acompanha as
tendências do mundo ocidental, na busca do novo e do surpreendente.
Pirâmide Zwierzat - 1993
A arte de Katarzyna Kozyra no século XX
Aidê Campello Dill, Historiadora
Katarzyna Kozyra realiza um trabalho artístico em situação
específica. Sua arte tem provocado muitas reações nas
pessoas ligadas ao processo de criação de objetos artísticos.
O ponto de partida da artista é a elaboração de uma pirâmide
de animais para ser exposta ao público, obra ligada ao domínio
visual e conceptual. O material para a realização da obra está pronto
- é o animal vivo. A idéia do monumento sob a forma de pirâmide
simboliza estratos sociais, crenças, cultura e religião.
A artista escolheu para a realização da escultura os animais:
cavalo, cão, gato e galinha. Acredita-se que esta escultura traz uma
mensagem simbólica, pois poderia ser realizada com argila. Esses animais,
a princípio são destinados à morte e à consumição.
O fato de eles servirem de modelo para uma obra de arte expõe, aparentemente,
um problema ético. Todavia, o objetivo final dessa pirâmide é o
estético. Não contém nada de macabro; é apenas
uma escultura para se olhar e admirar. O efeito final é mais importante "aos
meus olhos do que o procedimento para sua realização".
Foi graças à colaboração de J. Lenkowski que se
pôs em prática a idéia do monumento piramidal composto
de animais.
A preparação dos corpos dos animais se reveste do saber-fazer
e tem o mérito de ser chamado de ARTE.
2. Imigração Polonesa para o Brasil
Panorama da história da imigração polonesa para o Brasil
O marco da imigração polonesa para o Brasil é o ano
de 1869, no atual município de Brusque-SC
A imigração polonesa para o Brasil teve início em
agosto de 1869, quando um grupo de 16 famílias fixou-se numa área
de terras da Colônia Príncipe Dom Pedro, próxima à Colônia
Itajaí, atual município de Brusque-SC. Esse grupo era proveniente
da localidade de Siolkowice, região de Opole, província da
Silésia, então sob ocupação prussa, e era formado
por aproximadamente 80 pessoas, entre adultos e crianças. Antes
disso, poloneses já vinham para o Brasil, misturados a outras correntes
imigratórias, ou então isoladamente, com o objetivo de cumprir
contratos de obras, por engenheiros, ou então militares. O grupo
de Brusque é tido como o primeiro que veio com o objetivo de imigrar,
composto por famílias e com o propósito de se radicar em
definitivo no Brasil.
Por motivos diversos, sobretudo a inadaptação ao clima, dois
anos após, em 1871, esse grupo, quase todo, reemigrou para o Paraná,
fixando-se na localidade de Pilarzinho, nos arredores de Curitiba, onde
o clima era mais ameno, as terras mais férteis e havia um mercado
comprador dos seus produtos. Destaca-se nessa reemigração
a liderança de Sebastião Edmundo Wós Saporski, cognominado “Patrono
da Imigração Polonesa”, e do padre Antonio Zielinski.
Seguiram-se outras levas de imigrantes, sempre em pequenos grupos, tendo
como destino as três províncias do sul, mais S. Paulo, Rio
de Janeiro e Espírito Santo. A partir de 1890, entrementes, a imigração
cresceu muito, tendo passado a chegar massivos contingentes. Dados estatísticos
dão uma idéia do fenômeno: somando-se os imigrantes
chegados nas duas décadas anteriores, de 1870 e 1880, tem-se o número
aproximado de 4.500 imigrantes; apenas no ano de 1890 aportaram ao Brasil
aproximadamente 30.000 poloneses! Esse ano e os seguintes ficaram conhecidos
como o período da “febre imigratória brasileira”.
Evidentemente, esse acúmulo de imigrantes provocou muitos problemas,
devido à desorganização do serviço, sobretudo
a falta de acomodações, o atraso na medição
dos lotes, agravados por doenças, que causaram muitas mortes, sobretudo
de crianças.
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3. Imigração Polonesa para o RGS
Os primeiros imigrantes
poloneses chegaram ao Rio Grande do Sul há 130
anos
por Wilson Rodycz
O primeiro grupo de imigrantes poloneses chegou ao Rio Grande do Sul no ano
de 1875, fixando-se na Colônia Conde D’Eu, Linha Azevedo Castro,
atual município de Carlos Barbosa. Conquanto não se conheça
a história detalhada dessa epopéia, pelos documentos e relatos
que existem, se sabe que esse grupo era composto por aproximadamente 26 famílias,
oriundas do norte da Polônia, território então sob domínio
da Prússia. Essa origem ensejou muitos equívocos. Por que traziam
passaporte prussiano, ou por que no seu linguajar havia palavras do idioma
alemão, muitos pesquisadores catalogaram-nos como prussianos. No entanto,
eram poloneses, o que se conclui pelos seus sobrenomes, tipicamente polacos,
assim como por seus testemunhos: todos se identificavam como poloneses.
Dentre os pioneiros, destacam-se os seguintes:
| Babinski | Danielski | Langowski | Remus |
| Bielski | Donajewski | Lewinski | Schiglinski |
| Biesek | Habowski | Merchel | Sikorski |
| Bruski | Kolasa | Miszewski | Szczepanski |
| Cichocki | Kraszewski | Mokwa | Szczer |
| Czarnowski | Kuffel | Odya | Sztormowski |
| Czerwienski | Kurek | Osowski | Zyglinski |
A data exata da chegada dos pioneiros ainda pende de certificação.
Não obstante, pelos documentos acessíveis, e segundo a tradição
oral, é certo que chegaram durante o ano de 1875. Quando os primeiros
imigrantes italianos foram assentados no local, nesse ano, ali já estavam
instalados imigrantes suíço-franceses, tudo indicando que os
poloneses foram seus contemporâneos. Correspondências da Diretoria
da Colônia, pleiteando providências para a abertura de caminhos,
solicitando pagamento de mão-de-obra, etc., permitem concluir que
os primeiros imigrantes poloneses se estabeleceram na Linha Azevedo Castro
em meados de 1875 – possivelmente no mês de agosto.
Posteriormente, outros grupos foram chegando, estabelecendo-se por todo o
Estado. Também houve muita re-emigração, estando os
colonos sempre em busca de melhores terras para plantar. Na década
de 1890, a imigração aumentou sobremaneira, tendo sido povoadas
extensas áreas do Estado, a região Central, o Alto Uruguai
e as Missões, com destaque para Dom Feliciano, Erechim e Guarani
das Missões, etc.
Quantos são os poloneses no Estado
Um levantamento de 1923 indica que a população polonesa do
Estado, assim considerados os imigrantes e seus descendentes, era em torno
de 61.200 indivíduos (Gluchowski), ou seja, aproximadamente 2,8%
da população gaúcha, a segunda maior concentração
de imigrantes da etnia no Brasil, perdendo apenas para o Paraná.
Atualmente, é difícil saber quantos são, em face da
grande miscigenação havida. Mas, se se aplicar a mesma proporção,
estima-se que haja no Estado aproximadamente 294.000 brasileiros de origem
polonesa.
Durante o século XIX os poloneses emigraram para o Brasil e para
outros países, notadamente os Estados Unidos, o Canadá e
a Argentina, em razão das dificuldades por que passavam na pátria,
em decorrência de guerras, epidemias, frustração de
safras, desemprego, etc. No Brasil, inicialmente se dedicaram principalmente à agricultura,
mas também ao comércio e à indústria manufatureira.
Nunca esqueceram as suas tradições religiosas, tendo-se preocupado
desde cedo com a educação dos filhos, construindo capelas
e escolas. Com o tempo, adaptaram-se às atividades brasileiras,
ingressando nas mais diversas profissões técnicas, científicas,
liberais, etc. Hoje, estão perfeitamente integrados, contribuindo
para a riqueza do Estado e do País.
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4.
Imigração Polonesa para Porto Alegre
Os Poloneses em Porto Alegre
Conforme pesquisas de Estácio Nievinski Filho,
na última
década do século XIX, dentre os poloneses que vinham para o
Estado do Rio Grande do Sul, optavam por permanecer na capital principalmente
aqueles que tinham uma profissão, como mecânicos, tecelões,
etc., radicando-se no Quarto Distrito. Posteriormente, após a I Guerra
Mundial, também vieram muitos imigrantes que não se conformavam
com a condução do processo político da "Polônia
Restaurada", optando por emigrar para outros países. Esses imigrantes
possuíam bom nível cultural, elevando o padrão da mão-de-obra
da comunidade polonesa na cidade. Mais tarde, houve o afluxo de muitos imigrantes
e descendentes de imigrantes do interior que buscavam na capital melhores
oportunidades de formação e também de trabalho.
Dentre os sobrenomes poloneses desses tempos pioneiros incluem-se: Mendelski,
Jarzinski, Majewski, Zórawski, Paluszkiewicz, Zdanowski, etc.
Sociedades
Desde cedo os poloneses porto-alegrenses fundaram associações para lutar por suas reivindicações, confraternizar, encaminhar
a educação dos filhos e manter atividades culturais e folclóricas.
Dentre essas, impõe-se citar a Sociedade Wladyslaw Jagello, registrada
como Sociedade Zgoda (Concórdia), que seria a mais antiga. Criada
em 1896, existiu até 1904, quando se fusionou com a recém criada
Sociedade Águia Branca. A Sociedade Polônia de Porto Alegre
nasceu da fusão das sociedades Zgoda, Águia Branca e Tadeusz
Kosciuszko. Outra importante sociedade foi criada em 1927, a Sociedade Kultura,
que, na década de 1960, foi absorvida pela Sociedade Polônia,
que incorporou o seu precioso acervo à sua biblioteca.
População
O Calendário Polonês de 1898 informa que nessa época
a colônia polonesa de Porto Alegre compunha-se de cerca de 400 famílias,
residindo a maioria no 4º Distrito.
Escolas
Antes do surgimento das primeiras sociedades, as crianças polonesas
da capital estudavam em casas que comportassem uma rudimentar sala de aula,
atendidas por professores selecionados dentro da própria comunidade.
Em 1897, foi criada a primeira escola polono-brasileira, mantida pela Sociedade
Concórdia (Zgoda). Em 1900, a Sociedade Tadeusz Kosciuszko também
abriu a sua escola. A partir da fusão das Sociedades Águia
Branca e Tadeusz Kosciuszko, em 1930, surgiu o Colégio Polonês.
Com muito esforço, foi construído no local onde hoje é a
sede social da Sociedade Polônia o Colégio Marechal Pilsudski.
Entretanto, em 1938, as suas portas foram fechadas pelas leis do “Estado
Novo”, encerrando-se o ciclo das escolas polono-brasileiras na cidade.
Igrejas
Por volta de 1900 começaram a chegar padres que entendiam a língua
polonesa. A paróquia dos poloneses é a Igreja Nossa Senhora
do Monte Claro, sita na Av. Presidente Roosevelt, vinculada, desde a sua
fundação, à congregação dos Padres Vicentinos.
Desenvolvimento
Os descendentes de poloneses estão plenamente inseridos na sociedade
porto-alegrense e brasileira, trabalhando nas mais diversas atividades, desde
professores, comerciantes e industriais, etc. Todos passaram por dissabores
mas souberam perseverar e triunfaram. Uma marca dos polônicos foi a
fé em Deus, que serviu de apoio para muitas gerações
nos momentos difíceis. O trabalho e a luta cotidiana foram as outras
ferramentas que alicerçaram o seu progresso. Até hoje, o 4º Distrito é seu
reduto mais representativo na capital gaúcha.
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5.
Eventos
Novos eventos
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6. FUNDAPOL - Fundação Polônica
Visando a contribuir para a o registro, a pesquisa
e divulgação da história da imigração
polonesa para o Brasil, e da cultura polonesa em geral, um grupo de pessoas
ligado à etnia está trabalhando para criar uma FUNDAÇÃO,
que terá por objetivos a edição de livros e a promoção
de atividades culturais afins. Segue um esboço de estatuto, elaborado
pelos polônicos do Rio Grande do Sul, sujeito a críticas e melhoramentos.
Contudo, a concretização desse projeto depende da reunião
de fundos para servir de patrimônio inicial, na conformidade das leis
que regem a espécie.
Propósitos
Um dos artigos do Estatuto estabelecerá os objetivos da Fundação,
que serão os seguintes:
Art. 4º A FUNDAPOL tem por finalidade promover ações visando
ao fomento, o registro e a divulgação da cultura polonesa no
Brasil, dentre as quais:
I – Promover a edição de livros de pesquisa histórica,
de ficção ou qualquer outro gênero literário,
que versem sobre a imigração polonesa para o Brasil, seus costumes,
crenças, cultura e adaptação ao País;
II – Promover seminários e outras formas de discussão
da questão;
III – Promover a pesquisa, a divulgação e a exibição
de outras manifestações culturais polonesas no Brasil;
IV – Incentivar os pesquisadores da cultura polônica, apoiando-os
pessoal e materialmente;
V – Promover a circulação de bens culturais, através
da sua compra, venda, doação, empréstimo, etc., diretamente
ou através de representantes;
VI – Promover a divulgação da cultura polonesa no Brasil
através dos meios de comunicação de massa.
Trata-se de uma semente, que produzirá frutos dependendo dos cuidados
que receber. Convidamos a todos os interessados, que possam contribuir, a
se somar a esse grupo.
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7. Braspol
A BRASPOL – Representação Central da Comunidade
Brasileiro-Polonesa no Brasil foi criada em 27 de janeiro de 1990
com o objetivo de estabelecer e estreitar laços de solidariedade entre as comunidades polônicas
do País, preservar a cultura, as tradições e os costumes,
incentivar o intercâmbio cultural e científico com a Polônia
e promover a valorização dos descendentes poloneses por todas
as formas.
Sempre houve tentativas de se criarem instituições que congregassem
os poloneses, com escasso sucesso, contudo. A elevação de Karol
Woityla ao papado e a redemocratização da Polônia deram ânimo
novo aos descendentes de poloneses. A criação da BRASPOL é fruto
das iniciativas desses novos tempos.
Na sua missão de congregar pessoas e instituições, a BRASPOL vem fundando Núcleos representativos
onde isso é possível.
Esses núcleos já se alastram por todo o Sul do Brasil e ainda
pelos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Alagoas
e Rio de Janeiro; já somam mais de três centenas.
Alguns dos projetos para o futuro são: a implantação
de um banco de dados dos imigrantes; o estabelecimento de árvores
genealógicas; o resgate e a exposição de fotos, músicas
e outras expressões de arte e cultura; a recuperação
de dados concernentes à arquitetura, etc.
Estatuto
1. Representar em todas as oportunidades a comunidade oriunda da etnia polonesa
no Brasil, perante as autoridades, instituições públicas
e privadas;
2. Interpretar o pensamento, as aspirações e os reclamos da
Comunidade brasileiro-polonesa, reivindicando através de todos os
meios legais os interessados dessa comunidade;
3. Congregar as Associações, Clubes, Sociedades ou outras Organizações
legalmente constituídas cujas as origens procedem da Comunidade brasileiro-polonesa
e, ou, que se propõem a estimular e cumprir as finalidades previstas
neste estatuto;
4. Incentivar a permuta de conhecimentos ou atividades culturais, artísticas,
científicas e desportivas entre o Brasil e a Polônia, bem como,
proporcionar o intercâmbio com as Organizações similares
de outros países, obedecendo a legislação brasileira;
5. Estabelecer normas, fixar condições e coordenar a participação
das entidades associadas e da própria comunidade nas festividades
e promoções da comunidade polono-brasileira;
6. Incrementar e promover eventos artísticos-culturais, científicos,
deportivos e tudo o mais que possa constituir documentário ou integração
da Cultura e tradições;
7. Incentivar e favorecer com meios a seu alcance a pesquisa e a publicaçãode
trabalhos técnicos-científicos e sócio-históricos;
8. Promover eventos que venham a dignificar as datas e fatos históricos
conjunturais no processo civilizatório nacional;
9. Utilizar todos os meios da Comunicação para alcançar
os objetivos de divulgação das atividades e do acervo da Comunidade;
10. Realizar e manter toda e qualquer atividade ou promoção
que venha desenvolver, organizar ou aprimorar a comunidade.
Para saber mais, acesse: www.braspol.com.br
8. Links
BRASPOL www.braspol.com.br
Embaixada da República da Polônia no Brasil www.polonia.org.br
Grupo JUPEM www.jupem.com.br
Conjunto Folclórico Jovem Polônia - JOPOL www.jopol.com.br
Comemorativo da imigração polonesa ao RGS: www.130anos.com
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